Como criar um orçamento que funcione

Saiba como criar um orçamento que funcione de verdade pra você, e aprenda, passo a passo, como organizar suas finanças para que caibam no seu orçamento.

Temos falado muito sobre grana aqui na casa – você pode ver todos os posts sobre esse assunto na Categoria: Finanças. Acredito que manter as finanças em dia é fundamental pra viver bem, e querendo ou não, grana é um assunto recorrente nas nossas vidas. De certo modo, cuidar bem do dinheiro faz parte de cuidar bem da casa.

E por mais que as pessoas consigam, mesmo que mais ou menos, controlar seus gastos (ou pelo menos ter uma ideia geral de onde o dinheiro está sendo gasto), uma das grandes dificuldades gerais é montar um orçamento. Como saber quanto vou gastar? Parece tão complicado! As pessoas nem sabem por onde começar. Mas se você não tiver um orçamento feito, você nunca saberá se está:

  1. gastando menos do que ganha;
  2. gastando nas coisas certas; e
  3. poupando o suficiente.

Preciso admitir que fazer um orçamento não é uma das tarefas mais legais, mesmo pra quem gosta de mexer com números, mas é necessário fazê-lo se você quiser ter controle do seu dinheiro – e depois de um tempo torna-se quase automático, se for feito sempre. Então aqui vão alguns passos que podem ajudar a tornar essa tarefa menos tediosa e mais eficiente.

Pare e pense no futuro próximo (e nem tão próximo)

Estabelecer um objetivo é fundamental em várias áreas da vida, e com suas finanças não seria diferente. Pare e reflita sobre a sua vida financeira, e quais são seus objetivos que dependem de dinheiro. Você quer pagar suas dívidas e sair do vermelho? Quer fazer uma viagem? Quer estudar? Ninguém mais pode definir seus objetivos, a não ser você. Seja sincero consigo mesmo, estabeleça suas prioridades e faça a conta de quanto precisa poupar. Esse é o começo do seu orçamento.

A segunda parte é definir em quanto tempo você quer chegar nesse objetivo. Quer viajar esse ano? Trocar de carro ano que vem? Saldar suas dívidas daqui a 6 meses? Nesse momento não importa se o prazo é realista ou não: pense em um prazo que pareça razoável pra você.

Por fim, divida o valor necessário para chegar no seu objetivo pelo tempo estabelecido por você. Por exemplo, se sua viagem vai custar R$ 5.000,00 e você tem 6 meses, vai precisar poupar pouco mais de R$ 800,00 por mês (considerando que o valor poupado até agora seja zero). Você pode chegar à conclusão que esse valor é muito alto, e tudo bem. Significa que ou sua viagem precisa ser mais barata, ou você precisa adiá-la por alguns meses.

O importante aqui é ter todas as informações, para poder tomar as ações necessárias pra alcançar seu objetivo financeiro, seja ele de curto ou longo prazo.

Poupe antes de gastar

Se você esperar o dinheiro estar na sua conta pra depois poupar ou aplicar, nunca será prioridade. Faça o possível para pagar uma previdência privada no dia em que receber seu salário. Faça o mesmo com o valor que você precisa poupar para o seu objetivo – pague suas dívidas, transfira ou aplique no mesmo dia. Você sabe o que vai acontecer se não fizer isso: você vai gastar o dinheiro que tem e que não tem, e seus objetivos vão ficando cada vez mais distantes.

Concentre o pagamento das suas contas

A primeira ação aqui é concentrar o vencimento das suas contas no período mais próximo possível, e o mais perto possível do dia que você recebe seu salário. Sabemos que nem sempre isso é possível, mas lembre-se que você não precisa esperar a conta vencer para pagá-la. Coloque suas contas no papel (temos até uma planilha específica pra isso que você pode imprimir no post Controle Mensal de Contas), e acompanhe quando elas chegam. Depois, concentre o maior número delas em uma data específica e comece a pagá-las de uma vez, no mesmo dia. Assim, você não precisa se preocupar com vencimentos espalhados ao longo mês.

Faça ajustes

Para fazer um orçamento geral, olhe para os gastos dos seus últimos 3 meses e tire uma média. Não sabe o quanto gastou nos últimos 3 meses? Calma que o próximo tópico fala sobre isso. A média de cada categoria de gastos serve como base para o seu orçamento. Por fim, a soma dessas médias de gastos deve ser menor do que o valor que você ganha. A conta não bate? Calma, também vamos falar sobre isso.

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Lembre-se também que o seu orçamento não será o mesmo todos os meses, e por isso é preciso fazer ajustes sempre que o orçamento mudar. Por exemplo, eu estava precisando muito trocar meu laptop, mas vinha adiando há meses. Quando chegou o dia em que eu quase o joguei pela janela (não é exagero), eu sentei, pesquisei, decidi quanto poderia gastar e coloquei no orçamento. Não estava previsto, mas foi necessário, se não eu nem estaria escrevendo esse post. Precisei apertar aqui e ali pra conta fechar, mas fechou.

A mesma coisa acontece com gastos sazonais – IPVA, material escolar, licenciamento, seguros, e afins. Qualquer despesa adicional que ocorra em um mês, ou um período específico, precisa ser contemplada no seu orçamento.

Registre seus ganhos e gastos

Encontre a maneira que se adapte melhor a você: planilhas, aplicativos (dá uma olhada no post sobre o GuiaBolso, que é sensacional pra isso), mas independente da sua escolha, não deixe de registrar o que você ganha, e o que você gasta, de forma rotineira e consistente. Só assim você saberá exatamente onde está indo seu dinheiro, onde você pode cortar em caso de necessidade, e se está gastando onde deveria. O site InfoMoney falou sobre uma regra bem prática que você pode aplicar facilmente, para saber se está gastando da forma correta; é a regra dos 50-15-35:

Regra dos 50-35-15 para orçamento pessoal

Ou seja, 15% do que você ganha deve ser destinado às suas prioridades financeiras; 50% aos gastos essenciais, e por fim, 35% a gastos relacionados com o seu estilo de vida.

Categorize suas despesas e saiba se está dentro do objetivo; se não estiver, você pode – e deve – tomar ações para corrigir o curso e retomar o controle, começando pelos gastos da categoria “estilo de vida”: pode ser que você tenha que mudar a conta do seu celular de pós para pré-pago, adiar aquela viagem, passar a fazer academia em casa, comer menos vezes em restaurantes. São gastos que podem não só ser reduzidos, como cortados, se preciso.

Depois passe para os gastos essenciais, e verifique onde você pode diminuir as despesas (pois frequentemente são gastos que não conseguimos cortar por completo): pesquisando preços no supermercado, economizando nas contas de energia e água, pensando bem se a prestação do imóvel ou aluguel que você paga cabem no seu bolso.

Em último caso, mexa nas suas prioridades financeiras; mas já adianto que, se você passou pelas duas categorias anteriores e tomou as ações necessárias, é bem provável que você não irá precisar comprometer os investimentos nos seus objetivos.

Não é fácil, mas lembre-se…

Não tire o foco do objetivo

Não importa como você escolha acompanhar suas finanças, faça com que você nunca perca de vista o seu objetivo final. Tenha-o sempre à mão, e sempre em mente, para fazer os ajustes necessários no seu orçamento e continuar seguindo em frente. Se você costuma sair muito à noite, não vai ser muito legal diminuir as saídas pra 2 vezes no mês, por exemplo. Ficar pesquisando preços nos supermercados também não é tarefa das mais agradáveis.

Em vez de direcionar sua atenção e sua energia para o que não é legal, mantenha o foco no seu objetivo, e onde você quer chegar. Já pensou em como seria sensacional uma vida sem dívidas? Fazer a viagem dos seus sonhos? Trocar de carro sem precisar passar aperto todos os meses, pensando como vai fazer pra pagar? Te garanto que vai ser bem bacana.

E aí, já está com seu orçamento pronto, ou ainda tem dúvidas? Conta pra gente 🙂

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