Como congelar seus gastos (e sobreviver)

Saiba como congelar seus gastos de forma eficiente, e sem sofrer muito - é mais fácil do que parece!

Não importa o quanto você seja pão duro quão cuidadoso você seja com sua grana. Você pode estar em qualquer posição no espectro de gastadores: você já pode ter aprendido como fazer seu orçamento, acompanha seus gastos; ou você nunca conseguiu fazer nada disso, e mal sabe o quanto entra e o quanto sai de dinheiro nas suas contas e cartões.

Você vai escorregar um dia. 

Vai gastar mais do que devia, e vai abrir um rombo no seu orçamento. Ou você gastou com algo parece inofensivo no dia-a-dia (um café da manhã fora de casa, por exemplo), e esse gasto virou hábito, e está comendo seu orçamento. O fato é que um dia, você vai se ver precisando – e MUITO – de parar de gastar dinheiro. E quer saber? Congelar seus gastos é uma ótima maneira de se dar conta dos rumos que seu dinheiro está tomando.

Se você acha que está pronto pra congelar suas despesas por um período, saiba que 1) você não está sozinho, e 2) temos dicas ótimas pra te ajudar a sobreviver a essa tragédia (e nem vai ser tão difícil assim).

Estabeleça as regras

As regras devem ser estabelecidas em conjunto com todos os que serão afetados pelo período de congelamento, ou que terão que aderir a ele. Uma comunicação franca e aberta vai evitar dores de cabeça no meio do caminho, e vai garantir que estejam todos cientes do que é preciso fazer.

Quando?

Decida quando você vai começar a congelar as despesas, e por quanto tempo o congelamento vai durar. Lembre-se de algum evento que você já tenha marcado – se você tem um casamento em outra cidade em outubro, por exemplo, não marque para esse mês, pois você sabe que precisará fazer gastos extras. Se é a primeira vez que você está tentando essa técnica, eu recomendo que dure de uma semana a um mês, no máximo.

Por quê?

O que você quer atingir com essa atitude? Você quer descobrir onde estava gastando, e onde pode cortar gastos? Precisa economizar uma grana urgente pra alguma coisa? Tenha claro o objetivo final, e o processo será menos dolorido.

Como?

Primeiro, defina quais são os gastos básicos que não serão cortados. Depois, olhe para a rotina da sua casa e veja o que precisará ser adaptado: se você toma café da manhã no caminho pro trabalho, você vai precisar acordar mais cedo e tomar café em casa; se tem o costume de jantar fora, é ideal estabelecer um cardápio semanal, porque facilita a ida ao mercado e tira o stress da pergunta o que vamos comer hoje? Defina o que pode e o que não pode ser comprado no mercado, por exemplo: arroz, carne, verduras, ok; chocolate, salgadinhos, utensílios, não.

Se possível, estabeleça também as exceções, que devem ser poucas: se aparecer um aniversário no meio do caminho, como fazer? Quanto podemos gastar com um presente?

Faça perguntas… muitas perguntas

Nenhuma decisão financeira vai passar em branco, seja ela de R$ 0,20 ou R$ 500,00. Sempre que qualquer quantia precisar deixar sua carteira ou sua conta, pare e pergunte a si mesmo se vale a pena fazer essa despesa, e avalie suas opções: você pode gastar menos? Pode deixar para o próximo mês? Questione muito, questione sempre e não perca o foco do objetivo que você quer alcançar.

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Ande com dinheiro e sem cartões

Um fenômeno muito interessante acontece com os cartões de crédito: como não estamos vendo nosso dinheiro, perdemos rapidamente a noção de quanto gastamos, e principalmente, de quanto podemos gastar (porque as administradoras fazem questão de fornecer limites exorbitantes sempre que podem). E o fim dessa história você conhece bem: a gente se afunda até o pescoço no pior tipo de dívida que existe.

Por isso, antes de congelar seus gastos, guarde seus cartões bem guardadinhos, e saia apenas com dinheiro. Assim você sabe exatamente o que vai gastar, vai pensar duas vezes antes de tirar as notas da carteira, e não tem como gastar mais do que pode.

Anote todos os seus gastos

Como você não vai andar com cartões, controlar seus gastos pode ficar um pouco mais complicado. Pelo lado positivo, você terá muito menos gastos pra anotar; por outro lado, não tem nada que te diga, automaticamente, o que você gastou.

Mas não se preocupe: o GuiaBolso (olha ele de novo!) tem uma opção que te permite criar uma conta manual, e você pode marcar suas despesas no aplicativo de uma foma bem rápida e prática. É importante manter esse controle pra que você possa comparar seus gastos nesse período, com os gastos em outros meses.

Seja criativo

Esse período de congelamento vai exigir criatividade da sua parte, pois você vai fazer as coisas de uma maneira totalmente diferente. Cortou o Netflix? Arrume um podcast ou um TED talk gratuito pra ouvir e aprender alguma coisa útil. Encontre coisas na sua casa que você pode vender. Faça um inventário da sua despensa (tem um post sobre isso bem aqui) e procure receitas que te permitam aproveitar o que você tem em casa.

Aprenda

Ao final do congelamento, obviamente, não saia gastando a torto e a direito – se você fizer isso, não aprendeu nada. Em vez disso, olhe para os gastos que você anotou durante o período, e compare com gastos de outros períodos, se você tiver: analise o quanto gastou nas diversas categorias, identifique onde a economia foi maior, pois é aí que você tem mais potencial pra economizar no longo prazo.

Faça também uma análise subjetiva: como foi passar por essa experiência? O que foi mais fácil, e quais foram os maiores obstáculos? O que você faria diferente, se estivesse disposto a congelar seus gastos novamente? Você conseguiu diferenciar suas necessidades dos seus desejos? E principalmente, o que você pode aplicar dessa técnica no seu dia a dia, pra te ajudar a economizar sempre?

Recapitulando:

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Todo mundo pronto pra colocar a carteira no freezer?

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