Análise: “A Mágica da Arrumação”, Marie Kondo

Venha conhecer o método KonMari de arrumação, desenvolvido pela Marie Kondo, e faça a mágica da arrumação acontecer de uma vez por todas na sua casa!

Já mencionei aqui no blog que fiquei meses enrolando analisando e pensando se lançaria o blog ou não. Durante esse tempo li muita coisa, tanto sobre como fazer do blog o melhor que eu poderia fazer, como sobre os assuntos que eu queria tratar. Foi nesse meio tempo que o livro, ou melhor, best-seller da Marie Kondo apareceu.

A Mágica da Arrumação

O livro se chama “A Mágica da Arrumação: A arte japonesa de colocar ordem na sua casa e na sua vida”, é um sucesso absoluto, e está à venda no Brasil a partir de R$ 13,90 (veja os preços e lojas no Buscapé). Bateu a marca de 2 milhões de cópias vendidas há algum tempo e acredito que vá continuar fazendo sucesso. Merecido, diga-se de passagem: fazer o mundo ocidental se render a um método super oriental não é tarefa fácil, e a Marie Kondo, apesar de ter cara de boazinha, é implacável em suas técnicas.

Marie Kondo, autora do livro A Mágica da Arrumação
Marie Kondo, autora do livro A Mágica da Arrumação

Mas talvez essa pegada mais “radical” tenha contribuído também para a boa recepção do livro. O fato é que o livro é ótimo, cheio de ideias muito boas, mas também tem suas falhas – como qualquer método, imagino eu. Nunca conheci nenhum que fosse 100% a prova de erros.

Hoje quero contar um pouco pra vocês do que aprendi com o livro, e os prós e contras do método “KonMari”, como foi batizado por sua idealizadora.

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Prós e Contras do Método KonMari

Vamos começar pelo lado bom, né não gente? Porque tem muita coisa boa pra falar, e muitas ideias completamente contrárias ao que já ouvimos até hoje sobre organização. Separei as seis principais:

1. Arrume tudo de uma vez só

Parece loucura, mas quando você para pra pensar, pode fazer muito sentido. Existe a arrumação do dia a dia, mas essa arrumação deve se limitar a colocar as coisas de volta em seus lugares. A organização mesmo, pesada, quando você vai decidir do que vai se desfazer, deve ser feita de uma vez só. Dependendo do caso, você pode levar mais de um dia, mas acredito que essa técnica pode funcionar muito bem. Como ela diz no livro:

“Arrume um pouco a cada dia e acabará fazendo isso pra sempre.”

A arrumação precisa ter um fim definido. O resto é manutenção.

2. Mantenha o foco no que quer guardar

Um dos grandes erros que cometemos ao começar a nos desfazer das nossas coisas é sempre pensar no que queremos jogar fora, ou doar. Para Marie Kondo, esse pensamento está errado e leva você a guardar mais coisas do que precisa, simplesmente porque não quer jogar nada fora. Pergunte a si mesmo o que você realmente quer guardar. Visualize como você quer que seja sua casa, ou o cômodo onde você está; se preciso, tome notas e não perca isso de foco. Guarde apenas o que fizer parte dessa sua visão.

“O trabalho envolve basicamente duas ações: decidir se vai ou não jogar algo fora, e depois definir onde guardá-lo.”

3. Organize por categoria, não por localização

Sabe aquele momento, “como eu nunca pensei nisso antes”? Não comece pelo seu quarto, ou pelo banheiro. A possibilidade é grande de que itens que sirvam o mesmo propósito estejam em vários lugares da sua casa. Por isso, ela propõe uma ordem rígida a ser seguida, que começa por itens mais “inofensivos”, e termina nos itens mais sentimentais – quando você chegar ao fim, já estará mais preparado para se desfazer deles.

Veja as categorias no infográfico abaixo:

Venha conhecer o método KonMari de arrumação, desenvolvido pela Marie Kondo, e faça a mágica da arrumação acontecer de uma vez por todas na sua casa!

4. Simplifique o processo de decisão

Talvez a proposta mais diferente desse livro é a simplificação radical do processo de decisão ao se desfazer das coisas. Eu já vi gráficos desse tipo que orientam esse processo de decisão (nem precisa ser em português pra ver que tem passos demais):

Uncluttering Decision Flowchart
Fonte: DesignTaxi

Enquanto, isso, o método KonMari pede que você faça apenas UMA pergunta:

 Fluxo de decisão, método KonMari

Simples e genial. Mas, se esse método parecer radical demais pra você, não esqueça que fizemos um post sobre as 6 perguntas-chave do desapego, que também podem te ajudar nesse processo.

5. As coisas têm um ciclo e um propósito

Eu sou uma pessoa que consegue se desapegar das coisas com uma facilidade grande – mas não me peça pra mexer em itens sentimentais. Sim, eu guardo presentes que não gostei e não consegui trocar, porque tenho dó de jogar fora, por exemplo. Fica aquela pontinha de culpa, pois afinal a pessoa que me deu o presente merece toda a consideração.

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Marie Kondo nos ensina que nem tudo do que vamos nos desfazer precisa estar gasto ou quebrado, tudo tem um ciclo que pode se encerrar a qualquer momento, e um propósito a cumprir. Um presente, por exemplo, cumpre o seu papel de alegrar o presenteado quando é entregue. Algo que você comprou e nunca usou teve o propósito de te ensinar que não precisava dele. Seja grato por suas coisas e pelo papel que elas desempenharam na sua vida, e conseguirá se desfazer delas com mais facilidade.

6. Você não tem coisas demais, nem espaço de menos

“O seu espaço é do tamanho ideal para você.”

Quantas vezes não reclamamos que temos coisas demais, que não cabem na nossa casa? O problema não é esse. Sua casa é exatamente do tamanho que você precisa que ela seja. Faça com que suas coisas também sejam do tamanho ideal para esse momento da sua vida.

 

Mas, como nem tudo são flores, encontrei 4 pontos negativos:

Prós e Contras do Método KonMari

1. Arrume tudo de uma vez só

“Mas Simone, miga sua loca, você acabou de falar que isso era um ponto positivo!”

Eu sei. Mas tenho certeza que essa abordagem não funciona pra muita gente. Pode ser radical demais pra alguns, e paralisar as pessoas mesmo antes de começarem. Acredito que o plano dela pode ajudar você a ter um guia e ficar menos estressado, mas a ideia de arrumar absolutamente tudo na sua casa, de uma vez só, parece meio aterrorizante às vezes. Além disso, acho muito difícil que a pessoa não precise nunca mais arrumar sua casa, pra não dizer impossível. Precisa ter um meio termo entre arrumar uma vez só na vida, e arrumar todo dia e não terminar nunca. Eu acredito que a arrumação deve ser periódica, do tipo uma vez ao ano.

2. A técnica não se estende a famílias maiores

Não consegi achar a idade da Marie Kondo em lugar nenhum (tipo Gloria Maria), mas aposto que ela tem menos de 40, e sei que quando escreveu o livro, a filha dela ainda não havia nascido. Por esse motivo, sinto que ela está falando para um público muito restrito, de pessoas mais jovens e sem filhos, ou que moram em casa com poucas pessoas. A princípio isso não é ruim, mas reduz muito a probabilidade de conseguir aplicar os métodos em uma família maior – eu não consigo imaginar uma os pais de 3 crianças colocando o livro em prática, até porque não há nenhuma menção sobre como arrumar brinquedos, por exemplo.

3. O método é um pouco emocional demais

Não consigo imaginar pessoas mais racionais (tipo eu) pegando os sapatos que usou no final do dia e agradecendo a eles. Quer dizer, a ideia é legal, mas Marie, não vai rolar. Ela diz que você precisa pegar nas coisas pra saber se elas te causam alegria ou não. Realmente acho que esse método vai parecer “meloso” demais pra muita gente, apesar de estar totalmente em linha com algumas filosofias orientais. No fim das contas, acho bem legal ser agradecido pelo que a gente tem!

4. Oposição a organizadores pré-fabricados

O método é completamente contra organizadores pré-fabricados. Eu acho meio radical, mas concordo que, se você quiser comprar organizadores, você precisa primeiro fazer todo o descarte, e depois saber exatamente onde cada coisa vai ficar. Só assim você vai conseguir comprar o organizador que serve melhor o propósito que você precisa. E não se esqueça que itens que você tem em casa também podem dar ótimos organizadores!

Bom, só pelo número de prós e contras já deu pra perceber que eu acho o método muito válido, apesar de ter seus pontos negativos. Como todo método, não é perfeito, e só será bom na medida em que você conseguir colocá-lo em prática. Recomendo muito a leitura cuidadosa do livro, e que você aproveite o que se aplicar, de fato, na sua vida.

E você, já leu? O que achou? Se não leu, o que achou do método? Conta pra gente 🙂

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